domingo, 4 de novembro de 2012

HOJE NA HISTÓRIA

PRÊMIO DEUTSCH PARA SANTOS DUMONT


Por Etevaldo Amorim

Há 111 anos, o brasileiro Santos Dumont foi oficialmente declarado vencedor do Prêmio Deutsch, oferecido pelo Aero Club de París, após seu voo com o dirigível N-6 em torno da Torre Eiffel.
O concurso foi promovido pelo milionário Deutsch de la Meurthe, empresário ligado à exploração e refino de petróleo e fazia parte das comemorações da virada do século. O desafio consistia em pilotar um dirigível ou aeroplano que contornasse a torre Eiffel, saindo do campo de Saint-Cloud, sobrevoando o rio Sena, o campo de Bagatelle e retornando ao pondo de partida em, no máximo, 30 minutos. No dia 19 de outubro, Santos Dumont concluiu o percurso em 30 minutos e 29 segundos.
Houve grande discussão em torno do resultado da prova. Foi então que, sob a presidência do Príncipe Rolando Bonaparte, a Comissão Julgadora, por 13 votos contra 9, conferia o prêmio a Santos Dumont. Para essa decisão muito contribuíram as opiniões dos membros do Instituto de France que, na comissão Cailletet, Bouquet de Lagrye, E. Moscart e Julio Violle.
Santos Dumont recebeu, no dia 5, 100 mil francos e, conforme havia anunciado, os distribuiu assim: 50 mil francos para os pobres de Paris, 20 mil francos para o seu secretário e infatigável companheiro  de trabalho Emmanuel Aimé e os 30 mil restantes aos operários que o ajudaram naquela empreitada.

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A POESIA DE PÃO DE AÇÚCAR



PÃO DE AÇÚCAR


Marcus Vinícius*


Meu mundo bom

De mandacarus

E Xique-xiques;

Minha distante carícia

Onde o São Francisco

Provoca sempre

Uma mensagem de saudade.


Jaciobá,

De Manoel Rego, a exponência;

De Bráulio Cavalcante, o mártir;

De Nezinho (o Cego), a música.


Jaciobá,

Da poesia romântica

De Vinícius Ligianus;

Da parnasiana de Bem Gum.


Jaciobá,

Das regências dos maestros

Abílio e Nozinho.


Pão de Açúcar,

Vejo o exagero do violão

De Adail Simas;

Vejo acordes tão belos

De Paulo Alves e Zequinha.

O cavaquinho harmonioso

De João de Santa,

Que beleza!

O pandeiro inquieto

De Zé Negão

Naquele rítmo de extasiar;

Saudade infinita

De Agobar Feitosa

(não é bom lembrar...)


Pão de Açúcar

Dos emigrantes

Roberto Alvim,

Eraldo Lacet,

Zé Amaral...

Verdadeiros jaciobenses.

E mais:

As peixadas de Evenus Luz,

Aquele que tem a “estrela”

Sem conhecê-la.


Pão de Açúcar

Dos que saíram:

Zaluar Santana,

Américo Castro,

Darras Nóia,

Manoel Passinha.


Pão de Açúcar

Dos que ficaram:

Luizinho Machado

(a educação personificada)

E João Lisboa

(do Cristo Redentor)

A grandiosa jóia.


Pão de Açúcar,

Meu mundo distante

De Cáctus

E águas santas.

______________

Marcus Vinícius Maciel Mendonça(Ícaro)

(*) Pão de Açúcar(AL), 14.02.1937

(+) Maceió (AL), 07.05.1976

Publicado no livro: Pão de Açúcar, cem anos de poesia.


*****


PÃO DE AÇÚCAR


Dorme, cidade branca, silenciosa e triste.

Dum balcão de janela eu velo o seu dormir.

Nas tuas ermas ruas somente o pó existe,

O pó que o vendaval deixou no chão cair.


Dorme, cidade branca, do céu a lua assiste

O teu profundo sono num divino sorrir.

Só de silêncio e sonhos o teu viver consiste,

Sob um manto de estrelas trêmulas a luzir.


Assim, amortecida, tú guardas teus mistérios.

Teus jardins se parecem com vastos cemitérios

Por onde as brisas passam em brando sussurrar.


Aqui e ali tu tens um alto campanário,

Que dá maior relevo ao pálido cenário

Do teu calmo dormir em noite de luar.

____

Ben Gum, pseudônimo de José Mendes

Guimarães - Zequinha Guimarães.






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Pão de Açúcar, Cem Anos de Poesia