sexta-feira, abril 17

ESCOLAS E SEUS PATRONOS - U. M. E JOSÉ TAVARES DE CASTRO

 

Por Etevaldo Amorim

 


A Unidade Municipal de Ensino do Povoado Jacarezinho

 

A Escola do povoado Jacarezinho foi inaugurada em 20 de janeiro de 1970 pelo prefeito Augusto de Freitas Machado, funcionando ininterruptamente desde então.

 A Unidade de Ensino conta com duas salas de aula, dois banheiros, uma cozinha e área livre descoberta, abrigando 51 alunos, assim distribuídos: 18 no 6º Ano; 11 no 7º, 13 no 8º e 20 no 9º.

Além da diretora Celma Maciel Melo, a escola conta com os professores: Alexander Santos de Freitas, Ayrlan Dantas de Andrade, Jonathan Tenório Santos, Juliene Barbosa Silva, Myrelle Rodrigues Perete, Rafaela Braz de F. Vieira. Compõem a Equipe o Articulador de Ensino Carlos Alberto A. da Fonseca; o Coordenador Hermes da Silva Gomes Junior; e os monitores: Patrícia dos Santos Evangelista, Rosineide Santos da Silva, Kaylane Farias Santos, Jackson da Silva, Francisco Caldeira de Souza Neto e Carlos Henrique da Rocha Ferreira.

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O Sr. José Tavares de Castro - "Maninho"


O PATRONO

 

O patrono da Unidade Municipal localizada no povoado Jacarezinho é o Sr. JOSÉ TAVARES DE CASTRO, conhecido por “Maninho”.

Filho do Cel. Manoel Lino da Silva Tavares e da Srª Silvina de Castro, era irmão da Srª Maria Rosa Tavares (Sinharinha Tavares, mãe da Professora Maria Tavares Pinto).

Eram seus avós paternos: Antônio Luiz Fernandes da Silva Tavares e Francisca Felícia de Brito Tavares.

Casou-se com a Srª Maria Madalena Tavares (filha de Jose Castor da Rocha e Maria Francisca dos Reis, nascida em 14 de setembro de 1882 na Fazenda Araticum, Município de Porto da Folha-SE).

Tiveram os filhos: Maria Rosa Tavares (casada com o Sr. Luiz Fernandes de Mello – “Fernandes de Carlos”); Manoel Lino Tavares e José Augusto Tavares (conhecido por “Caboquinho”).

Em 2 de janeiro de 1936, por Ato do governador Osman Loureiro, foi nomeado Prefeito do município de São Brás, que houvera sido restaurado pela Constituição Estadual. [i]

Faleceu em 2 de abril de 1945 em São Brás, Alagoas.

 

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NOTA


Caro leitor,

Deste Blog, que tem como tema “HISTÓRIA E LITERATURA”, constam artigos repletos de informações históricas relevantes. Essas postagens são o resultado de muita pesquisa, em geral com farta documentação e dotadas da competente referência bibliográfica. Por esta razão, solicitamos que, caso sejam do seu interesse para utilização em qualquer trabalho, que delas faça uso tirando o maior proveito possível, mas fazendo também o necessário registro de autoria e a citação das referências. Isso é correto e justo.

 



[i] Gazeta de Alagoas, 3 de janeiro de 1936.

Um comentário:

  1. Digna homenagem. Cada escola levantada em seus povoados ajudou a forjar a formação dos cidadãos de nossa terra. Principalmente naqueles tempos de dificuldades.

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A POESIA DE PÃO DE AÇÚCAR



PÃO DE AÇÚCAR


Marcus Vinícius*


Meu mundo bom

De mandacarus

E Xique-xiques;

Minha distante carícia

Onde o São Francisco

Provoca sempre

Uma mensagem de saudade.


Jaciobá,

De Manoel Rego, a exponência;

De Bráulio Cavalcante, o mártir;

De Nezinho (o Cego), a música.


Jaciobá,

Da poesia romântica

De Vinícius Ligianus;

Da parnasiana de Bem Gum.


Jaciobá,

Das regências dos maestros

Abílio e Nozinho.


Pão de Açúcar,

Vejo o exagero do violão

De Adail Simas;

Vejo acordes tão belos

De Paulo Alves e Zequinha.

O cavaquinho harmonioso

De João de Santa,

Que beleza!

O pandeiro inquieto

De Zé Negão

Naquele rítmo de extasiar;

Saudade infinita

De Agobar Feitosa

(não é bom lembrar...)


Pão de Açúcar

Dos emigrantes

Roberto Alvim,

Eraldo Lacet,

Zé Amaral...

Verdadeiros jaciobenses.

E mais:

As peixadas de Evenus Luz,

Aquele que tem a “estrela”

Sem conhecê-la.


Pão de Açúcar

Dos que saíram:

Zaluar Santana,

Américo Castro,

Darras Nóia,

Manoel Passinha.


Pão de Açúcar

Dos que ficaram:

Luizinho Machado

(a educação personificada)

E João Lisboa

(do Cristo Redentor)

A grandiosa jóia.


Pão de Açúcar,

Meu mundo distante

De Cáctus

E águas santas.

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Marcus Vinícius Maciel Mendonça(Ícaro)

(*) Pão de Açúcar(AL), 14.02.1937

(+) Maceió (AL), 07.05.1976

Publicado no livro: Pão de Açúcar, cem anos de poesia.


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PÃO DE AÇÚCAR


Dorme, cidade branca, silenciosa e triste.

Dum balcão de janela eu velo o seu dormir.

Nas tuas ermas ruas somente o pó existe,

O pó que o vendaval deixou no chão cair.


Dorme, cidade branca, do céu a lua assiste

O teu profundo sono num divino sorrir.

Só de silêncio e sonhos o teu viver consiste,

Sob um manto de estrelas trêmulas a luzir.


Assim, amortecida, tú guardas teus mistérios.

Teus jardins se parecem com vastos cemitérios

Por onde as brisas passam em brando sussurrar.


Aqui e ali tu tens um alto campanário,

Que dá maior relevo ao pálido cenário

Do teu calmo dormir em noite de luar.

____

Ben Gum, pseudônimo de José Mendes

Guimarães - Zequinha Guimarães.






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Pão de Açúcar, Cem Anos de Poesia