sábado, 24 de junho de 2017

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13 comentários:

  1. Caro Etevaldo,
    Me orgulho de ter sido seu coléga no Colégio Agrícola de Satuba. Parabéns por tudo que fazes!!!
    Ademilson/Aracaju/Se.

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  2. Etevaldo, desculpe-me chamá-lo assim tão de perto. Mas Vossa Excelência resgata neste blog um tempo bom da história da agricultura alagoana. Eu, por outro lado, ao longo dos meus 31 anos de agronomia, o meu maior sonho era conseguir ser um agrônomo de verdade. Não sei se assim serei ser antes de partir para o patamar de cima. No entanto, no auge dos meus 56 anos idade, busco tornar a agricultura uma atividade menos desconfortável, já que as intempéries do tempo a torna meio que desconfortável. Assim, espero resgatar a alegria de ser roceiro, usando a mecânica, depois a mecatrônica, a água dessalinizada, a agropecuária orgânica, a energia renovável e o biocombustível, o empreendedorismo individual e coletivo, trazendo assim sustentabilidade para todos que vivem da terra.

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  3. Caro Etevaldo:
    Hoje ao acordar recebi a triste notícia da morte de Olavo de Zé Dias.
    Olavo Dias Santos ou O.D.S, este, poucos sabem era seu nome artístico, foi um dos pioneiros nas transmissões de rádio em Pão de Açúcar e isso também poucos sabem. Foi também, e é esse o ponto, um ilustre desconhecido e por isso mesmo mais um dos ilustres injustiçados pela cena cultural (se é que ainda existe) de nossa terra.
    Imaginem (e agora falo para os que dominam a cena midiática local), nos anos 1970, quando tivemos pelo menos três empresas ou pequenas e incipientes emissoras de rádio e em todas elas O.D.S. esteve presente, com sua habilidade incomum de operador de som, que à época se conhecia como "controlista".
    Olavo, com sua capacidade ímpar de dominar um picape (não era a camionete), conseguia a um só tempo dominar no prato dois ou mais discos, com isso tocando a característica musical do programa, a música pedida e, quando estava falando o locutor, também o fundo musical. Isso, tenho certeza, era e ainda é para poucos, respeitadas as qualidades técnicas de cada um. Era aquele monstro do rádio, o que hoje se chama de DJ, seja lá o que isso for.
    Acompanhei o renascimento do rádio em Pão de Açúcar e nos anos 1990 e nunca se falou nada sobre Olavo, assim como não se falou de Giseldo Belarmino e Adilson Menezes, estes, cada um com seu gênero próprio, que foram sem sombra de dúvida as duas maiores vozes de toda a região, numa época em que para se estar no rádio era preciso saber falar e, muito mais que isso, ter voz. Aquele que não tem voz pode ser radialista mas locutor mesmo que é o que conta, jamais o será.
    Conto essa pequena história porque dela participei ativamente. Poderia falar sobre o assunto durante horas ou em várias páginas, mas esse não é o momento. O momento, penso eu na minha insignificância, é de prestar uma homenagem ao maior de todos os DJs de nossa terra, uma pequena colaboração para que mais um dos nossos não passe em branco e não seja engolido pela cultura de massa, esquecido pelo que realmente importa.
    Fica aqui a sugestão para que aqueles que se interessam pela cultura em Pão de Açúcar procurem saber quem foi O.D.S., Giseldo Belarmino, Adilson Menezes, Rosevaldo Moura, Augusto César, Danúbio Lira, Murilo Amaral e tantos outros que fizeram o verdadeiro rádio. Sem qualquer recurso técnico, sem edição, pois, com diz o Faustão "quem sabe faz ao vivo". Quando digo quem foi é porque me refiro aos anos 1970, pois muitos deles ainda vivem.
    Olavo, meu amigo Olavo, o estúdio é seu, faça o que você sabe pois o show deve continuar.
    Olavo Dias foi juntar-se às também falecidas Organizações Globo de Publicidade, Antena de Publicidade de Pão de Açúcar e Serviço de Divulgação Avenida que, ao contrário do que se pensa, não descansarão em paz. A partir de hoje as transmissões de rádio no céu tocarão as melhores músicas, sem parar, agora sim, por toda eternidade.

    Massilon

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  4. Mi nombre es Alejandro Javier Marijanac (ajmarijanac@tin.it) y soy el hijo del copiloto suplente que murió en el accidente de Campinhas. Es la primera vez que puedo conseguir la lista completa de muertos y quisiera recordar que el apellido de mi padre es Marijanac y no Marijanak. Gracias por el articulo que ha cerrado un interrogante abierto desde pequeño ya que al morir mi padre yo tenia solamente 2 años. Saludos

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  5. Caríssimo Etevaldo, agradeço ter anexado a poesia de Judas Isgorogota no seu blog , tenho lido muita matéria interessante, porém devo lhe informar que a foto de Judas Isgorogota não é essa que está junto a sua poesia. Sei que pouco material ,principalmente fotografias do poeta, estão divulgadas mas estou mudando esse cenário enriquecendo de muitas informações sobre o poeta esquecido ,inclusive já estou construindo um site com todos os documentos pessoais do Judas. Para substituir a foto , você pode procurar na wikpédia pois a pouco tempo montei a página ou pode me enviar um e-mail profherman@gmail.com que lhe enviarei material que desejar, inclusive o endereço no novo site, obrigado, Herman Fonseca de Melo Lepikson (Neto de Judas Isgorogota)

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  6. Etevaldo, sou jornalista do g1 Campinas, e gostaria de conversar com você, se puder me envie email para roberta.steganha@eptv.com.br

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  7. Senhor Etevaldo, seus textos inspiram uma vontade de aprender mais e mais. Seu conteúdo agrega um valor incalculável para quem o acompanha!

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    1. Obrigado, Rafael!
      Espero continuar merecendo a sua leitura.

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  8. Caro Etevaldo, sou delegado de polícia em Sergipe há mais de 30 anos e também pesquisador e escritor do tema CANGAÇO. No momento estou escrevendo o meu segundo livro A HISTORIOGRAFIA DO CANGAÇO EM SERGIPE, e gostaria de manter contato com você. meu endereço de e-mail: archimedes-marques@bol.com.br

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  9. Parabéns pelos cuidadosos e esclarecedores textos.

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  10. Prezado Etevaldo, sou professora da UFS e no momento estou fazendo uma pesquisa que envolve a história da psiquiatria de Sergipe. Se puder, gostaria de seu email para poder tirar uma dúvida. Grata!!

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    1. Martha, obrigado pelo acesso.
      etamorim@hotmail.com

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    2. Martha, obrigado pelo acesso.
      etamorim@hotmail.com

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A POESIA DE PÃO DE AÇÚCAR



PÃO DE AÇÚCAR


Marcus Vinícius*


Meu mundo bom

De mandacarus

E Xique-xiques;

Minha distante carícia

Onde o São Francisco

Provoca sempre

Uma mensagem de saudade.


Jaciobá,

De Manoel Rego, a exponência;

De Bráulio Cavalcante, o mártir;

De Nezinho (o Cego), a música.


Jaciobá,

Da poesia romântica

De Vinícius Ligianus;

Da parnasiana de Bem Gum.


Jaciobá,

Das regências dos maestros

Abílio e Nozinho.


Pão de Açúcar,

Vejo o exagero do violão

De Adail Simas;

Vejo acordes tão belos

De Paulo Alves e Zequinha.

O cavaquinho harmonioso

De João de Santa,

Que beleza!

O pandeiro inquieto

De Zé Negão

Naquele rítmo de extasiar;

Saudade infinita

De Agobar Feitosa

(não é bom lembrar...)


Pão de Açúcar

Dos emigrantes

Roberto Alvim,

Eraldo Lacet,

Zé Amaral...

Verdadeiros jaciobenses.

E mais:

As peixadas de Evenus Luz,

Aquele que tem a “estrela”

Sem conhecê-la.


Pão de Açúcar

Dos que saíram:

Zaluar Santana,

Américo Castro,

Darras Nóia,

Manoel Passinha.


Pão de Açúcar

Dos que ficaram:

Luizinho Machado

(a educação personificada)

E João Lisboa

(do Cristo Redentor)

A grandiosa jóia.


Pão de Açúcar,

Meu mundo distante

De Cáctus

E águas santas.

______________

Marcus Vinícius Maciel Mendonça(Ícaro)

(*) Pão de Açúcar(AL), 14.02.1937

(+) Maceió (AL), 07.05.1976

Publicado no livro: Pão de Açúcar, cem anos de poesia.


*****


PÃO DE AÇÚCAR


Dorme, cidade branca, silenciosa e triste.

Dum balcão de janela eu velo o seu dormir.

Nas tuas ermas ruas somente o pó existe,

O pó que o vendaval deixou no chão cair.


Dorme, cidade branca, do céu a lua assiste

O teu profundo sono num divino sorrir.

Só de silêncio e sonhos o teu viver consiste,

Sob um manto de estrelas trêmulas a luzir.


Assim, amortecida, tú guardas teus mistérios.

Teus jardins se parecem com vastos cemitérios

Por onde as brisas passam em brando sussurrar.


Aqui e ali tu tens um alto campanário,

Que dá maior relevo ao pálido cenário

Do teu calmo dormir em noite de luar.

____

Ben Gum, pseudônimo de José Mendes

Guimarães - Zequinha Guimarães.






PUBLICAÇÕES

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Pão de Açúcar, Cem Anos de Poesia