Por
Etevaldo Amorim
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| O Grupo Escolar Bráulio Cavalcante em 1974. Foto: Elizabeth Gandra |
Desde
a “cadeira de primeiras letras” criada em 6 de julho de 1839, a pioneira
em Pão de Açúcar, as escolas funcionavam em situação precária, nas residências
dos próprios mestres ou em imóveis particulares, cujos donos tinham que ser
tolerantes com o Estado que, por vezes, lhes atrasava o aluguel. (para saber
mais clique AQUI)
As
"cadeiras" foram estabelecidas no Brasil Império (formalizadas pela Lei
de 15 de outubro de 1827, que “Manda criar escolas de primeiras letras em
todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império”) para ensinar
leitura, escrita e aritmética. Ministravam-se noções de geometria prática,
gramática da "língua nacional", princípios da moral cristã e doutrina
católica. Não eram propriamente "escolas" com prédios próprios, mas
sim "cadeiras" (vagas de professor) distribuídas por cidades e vilas.
Um
único professor podia ensinar centenas de alunos simultaneamente. Aqueles mais adiantados
serviam de monitores, auxiliando o mestre no ensino dos iniciantes. Adotava-se
o “Método de Lancaster”, também conhecido como “ensino mútuo”,
que priorizava a memorização, a repetição, forte disciplina e recompensas
morais. Os alunos usavam pequenas lousas individuais de pedra e lápis de
ardósia (pedra-sabão) para exercícios, apagando com pano molhado.
Muitos
anos depois, já sob a República, ante a necessidade de modernizar o país e
alfabetizar a população para consolidar o novo regime, surgiu a ideia dos
grupos escolares.
O modelo
foi oficializado pela "Reforma Paulista da Instrução Pública", em
março de 1893, sob o governo de Bernardino de Campos. A ideia era reunir as
antigas escolas isoladas (que funcionavam em casas de professores)
em um único prédio sob uma única direção. Esse formato tinha por base a “escola
graduada”, um modelo já utilizado nos Estados Unidos e na Europa no final
do século XIX para possibilitar a educação em massa.
Uma nova organização pedagógica introduziu a separação de alunos por séries (nível de conhecimento), o controle rígido do tempo por calendários e o ensino de disciplinas como educação física, moral e cívica.
Outro
avanço significativo se deu, desta feita em 1920, durante o governo de
Washington Luis em São Paulo (01/05/1920 - 01/05/1924), estando à frente da
Secretaria dos Negócios da Justiça e da Segurança Pública o Dr. Antônio de
Sampaio Dória. Com a chamada “Reforma Sampaio Dória”, o funcionamento
dos grupos escolares adquiriu papel fundamental. (para saber mais sobre este
alagoano de Belo Monte, clique AQUI)
Em
Alagoas, a adoção do modelo de grupos escolares se deu por iniciativa do
educador Diegues Junior[i].
Ainda em prédio impróprio, ele reuniu todas as cadeiras do seu distrito em um
só local. A organização foi-se fazendo quase em caráter oficioso. Foi então que
o Govenador Baptista Accioly (12/06/1912-12/06/1915), acatando aquela
experiência exitosa, construiu, na Pajuçara, um prédio para abrigar aquela
escola. Com o nome de Grupo Escolar
Diegues Junior, foi inaugurada oficialmente em 14 de julho de 1917.[ii]
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| O Prefeito Augusto de Freitas Machado |
Quinze
anos depois, surgiu a oportunidade de Pão de Açúcar ter o seu primeiro Grupo
Escolar. Foi na primeira Gestão do prefeito Augusto Machado (09/06/1932 a
14/09/1934).
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| O Interventor Affonso de Carvalho. |
Os recursos
foram conseguidos durante o governo do Interventor Federal Afonso de Carvalho (10/01/1933
a 02/03/1934).[iii]
Àquela época, era Diretor da Instrução Pública (equivalente a Secretário de
Educação) o escritor Graciliano Ramos. Ele teve participação ativa na renovação
do ensino público em Alagoas, desde a sua nomeação em janeiro de 1933 pelo
interventor Capitão Francisco Afonso de Carvalho. Foi mantido no cargo por
Osman Loureiro até março de 1936, quando, após o levante de 1935, suspeito de
simpatias com o movimento, foi preso.[iv]
Recebido
pela reportagem do jornal Diário de Pernambuco, em 18 de janeiro de 1936, ele
forneceu preciosas informações acerca da situação do ensino público no Estado. (DP,
24 de janeiro de 1936).
Não
tendo ainda concluídas as estatísticas referentes ao ano de 1935, ele expõe
para o repórter os dados de 1934. Segundo ele, Alagoas tinha, naquele ano, 607
escolas, das quais 343 estaduais, 100 municipais e 165 particulares. Assinala ainda
que, comparativamente ao ano anterior, verificou-se um aumento significativo,
vez que contávamos com 573; e, em 1932, menos ainda: 491.
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| O Diretor da Instrução Pública Graciliano Ramos |
Sobre
a construção de Grupos Escolares, relata o Sr. Graciliano Ramos:
“Não
nos temos descuidados também da criação de grupos escolares na Capital e no
Interior. Foram inaugurados quatro grupos escolares no interior: Pão de
Açúcar, São José da Lage, Murici e Atalaia; e um na capital: o de Jaraguá.”
A
CONSTRUÇÃO
Recursos
assegurados, passou-se à obra. Os serviços de construção tiveram início no dia 28
de outubro de 1933, adentrando 1934, conforme notícia do Diário da Manhã,
Recife, de 27 de fevereiro de 1934:
“Pão
de Açúcar. Estão em andamento os serviços de construção do Grupo Escolar de Pão
de Açúcar, os quais ficarão concluídos no mês de março próximo.”
O
diário carioca O Jornal, na edição de 22 de maio de 1934, publicou essa notinha
enviada pelo seu correspondente em Maceió:
"GRUPO
ESCOLAR EM PÃO DE AÇÚCAR. Na cidade de Pão de Açúcar estava sendo construído um
Grupo Escolar, já se achando quase concluído."
Os
serviços avançaram em bom ritmo, até a sua conclusão em 27 de abril de 1934, conforme a notícia da Gazeta de
Alagoas, de 28 de abril daquele ano:
“GRUPO ESCOLAR DE PÃO DE AÇÚCAR CONCLUÍDO. Pão de Açúcar, Alagoas, 27. Foi concluído hoje o Grupo Escolar desta cidade para construção da qual a administração passada entregara ao prefeito municipal, Sr. Augusto Machado, a quantia de 30:000$000 (Trinta Contos de Réis). A obra, iniciada em novembro, foi construída dentro da dotação do Governo Estadual.”
A “administração
passada” a que se refere a notícia, era justamente a do Interventor Federal
Afonso de Carvalho, uma vez que, à data da notícia, o Interventor já era
Temístocles Vieira de Azevedo (02/03 a 01/05/1934). E, de fato, a obra coube
perfeitamente dentro da dotação ofertada pelo governo estadual, sendo aplicados
exatos 29:961$200 (Vinte e Nove Contos, Novecentos e Sessenta e Um Mil e Duzentos
Réis)[v].
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| O Governador Osman Loureiro de Farias |
A
edição de 29 de abril de 1934, a GAZETA DE ALAGOAS traz uma notícia mais
detalhada:
“A
CONSTRUÇÃO DO GRUPO ESCOLAR DE PÃO DE AÇÚCAR. Conforme consta do nosso serviço
telegráfico de ontem, foram concluídas anteontem, em Pão de Açúcar, as obras do
Grupo Escolar dali.
Da
distribuição feita pelo Interventor passado[vi]
de crédito para construção de grupos escolares nos municípios do interior do
Estado, a parcela que coube ao adiantado município sertanejo foi carinhosamente
aplicada, o que bem demonstra a auspiciosa notícia de construção dos trabalhos.
É,
talvez se possa afirmar, o único que será construído no Estado dentro da
dotação estimada pelo Estado, da quantia de 30:000$000.
Aos
pão-de-açucarenses é muito grata esta notícia, reconhecendo-se que para isso
muito contribuíram os esforços e a honestidade do prefeito local, Sr. Augusto
Machado.”
À
época da conclusão dos serviços de construção, o município se achava sob a
interinidade do Sr. Luiz Gonzaga Sobrinho[vii]
(13/03 a 11/05/1934), posto que o titular Augusto Machado estava ausente do
Município para trato de assuntos particulares em São Paulo e no Rio de Janeiro.
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| O Grupo Escola Bráulio Cavalcante quando de sua construção em 1934. |
Embora
concluída a construção do prédio em 27 de abril de 1934, a sua inauguração só
veio acontecer no dia 2 de julho de 1935, estando o município já sob a
administração do Capitão Serafim Soares Pinto, e o governo do Estado sob o
comando o governador Osman Loureiro (27/05/1935 a 24/11/1937).
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| O Grupo Escolar Bráulio Cavalcante, em 1934. |
Novamente
a Gazeta de Alagoas, cujo Diretor era Luiz Magalhães da Silveira[viii],
fez preciosa cobertura, que aqui transcrevemos:
“Pão
de Açúcar, 10 de julho de 1935.
Com a
presença do Sr. Padre Soares Pinto, representando o Sr. Governador do Estado;
Sr. Dr. Dermeval Freire de Menezes, Juiz de Direito; Sr. Cel. Serafim Pinto, Prefeito
Municipal; Dr. Arnaldo Lellis da Silva[ix],
Promotor Público; Sr. Antônio de Freitas Machado, Presidente do Tiro de Guerra
656; Sr. Álvaro Machado, Coletor Federal; Dr. Onélio de Carvalho[x];
Sr. Ernesto Soares Vieira[xi],
Presidente da Junta Escolar; D. Rosália Sampaio Bezerra, Diretora do Grupo e
várias pessoas de destaque na sociedade local, efetuou-se, no dia 2 do
corrente, a inauguração do Grupo Escolar “Bráulio Cavalcante”.
“Com
a palavra o Sr. Padre Soares Pinto, após ler um telegrama do Sr. Governador do
Estado para representa-lo naquela solenidade, pronunciou um discurso em torno
do grande melhoramento que vinha de receber Pão de Açúcar, declarando
inaugurado oficialmente o Grupo Escolar.
Ainda
usaram da palavra a Srª Professora D. Rosália Sampaio e o farmacêutico Antônio
de Freitas Machado, este congratulando-se com o povo de Pão de Açúcar.
Em
seguida o Sr. Padre Soares Pinto encerrou a sessão.”
O Sr.
Augusto Machado, prefeito responsável pela construção do prédio, não estava
presente à inauguração. A seu pedido, ele fora exonerado pelo Interventor
Federal Osman Loureiro, por Ato de 6 de setembro de 1934. Para substituí-lo, o
Interventor nomeou o Pe. José Soares Pinto. Até a chegada do Pe. Pinto, o
funcionário João Machado da Costa (Joca) ficou respondendo pelo Expediente da
Prefeitura de 11 a 14 de setembro de 1934.
A
reportagem ainda traz detalhes sobre a situação da escola, cujas aulas se
iniciavam:
“UM
APELO AO GOVERNO
O
Grupo Escolar recentemente inaugurado na cidade de Pão de Açúcar está a merecer
uma atenção mais especial, principalmente quanto ao seu mobiliário, que é
deficiente, e notamos uma certa ausência de mapas e outros utensílios
referentes à boa marcha do ensino. Há, por exemplo, dois salões que estão
completamente desocupados, não tendo o seu mobiliário, quando o Grupo se sente
sobrecarregado de alunos e existem inúmeras crianças que necessitam de
instrução.”
“Por
aí se verifica que os dois salões bem poderiam atender a essa falta, precisando
para isto que fossem nomeadas mais duas professoras, assim como se
providenciasse a mobília para os dois salões.”
“Julgamos,
portanto, que o Sr. Governador do Estado, empenhado, como se encontra, em
difundir a instrução, procurará satisfazer este justo apelo da população de Pão
de Açúcar.”
O vistoso
prédio tinha, na fachada, uma entrada principal projetada para a frente, com
porta larga e em grade de ferro, ladeada por duas janelas estreitas, frontais,
e duas outras laterais. Completando a fachada, duas janelas largas e
retangulares. Nas laterais do prédio, três janelas altas com basculantes.
Em 1951, quando da criação do curso ginasial em Pão de Açúcar, foi nas dependências do "Bráulio" que estudaram os primeiros alunos do Ginásio D. Antônio Brandão.
O
QUADRO FUNCIONAL
Ao tempo
em que concluía a construção, o Governo adotava providências para formar o
primeiro quadro funcional, nomeando as professoras e outros servidores.
Assim
foi que, por Ato de 3 de junho de 1935, o Secretário Geral do Estado, Edgard de
Goes Monteiro, designou as professoras públicas de instrução primária Alcina
Mangueira Canuto (de 1ª classe, da cadeira do sexo masculino) e Rosália Sampaio
Bezerra (de 2ª classe, da cadeira do sexo feminino), para terem exercício, em
comissão, no novo grupo escolar, designando ainda esta última para ser a sua
Diretora. (para saber mais sobre a Professora Rosália, CLIQUE AQUI)
O
corpo docente se completava com as professoras Flora Calheiros Martins (esposa
do médico Dr. José de Cerqueira Cotrim), Helena Calheiros Martins, (irmã da
antecessora), Guiomar Sampaio Bezerra, Angelita Lins de Albuquerque (removida
para Arapiraca em 1941), Maria José de Paula, Pedro de França Reis, Professora
Oraida Campos[xii],
Aurelina Nunes Palmeira, Iracema Vieira Pereira.
O
governador Osman Loureiro, por Ato nº 2.156, de 3 de março de 1936, nomeou a
primeira Guardiã, a Sr.ª Maria Alves Lima e o primeiro Servente o Sr. José
Rodrigues Casado[xiii].
Fora também nomeado para o cargo de Porteiro o Sr. Manoel Correia Duarte, mas
logo em seguida exonerado.
Por
fim, e mesmo sabendo que será impossível relacionar todas as professoras e
funcionários que passaram por essa escola tão marcante na sociedade de Pão de
Açúcar, podemos citar algumas, rendendo a todas o nosso preito de eterna
gratidão: Maria Tavares Pinto, Dona Clélia, Eliete Correia, Valdice Silva, Mercedes Ribeiro
Gomes, Carmelita Melo Machado, Maria Lúcia Pastor, Maria do Socorro Lisboa
(“Socorro de Julinho), Belmira Carvalho dos Santos, Marilena Rodrigues de
Lucena, Ivanise Duarte, Ivalda Duarte, Mirian Pastor, Maria Duarte de Araújo, Maria de Lourdes Machado de Carvalho, Helenira
Silva Fialho de Brito, Maria Gaia, Dona Lourdes (esposa do Sr. Joaquim do Vale), Joana Vieira da Rocha, Mariza Rodrigues de Andrade, Maria Cleide Barbosa, Maria da Glória Campos Tavares, Marilena Bezerra (Galega), Maria Vaderez Machado, Celsa Pires Guimarães.;
e as funcionárias Luzinete Marsiglia, Maria das Dores e Dineuza Belarmino.
(Agradecimentos
a Helio Silva Fialho, Virgínia Silva Fialho, Alcir dos Anjos e Mirya Tavares
Pinto Cardoso Ferro, Álvaro Antônio Melo Machado, Celsa Rodrigues de Andrade, Givago Souza)
___
A
DEMOLIÇÃO
O
velho prédio foi demolido em 1987, na Administração do Prefeito Elísio Maia, deixando
um vazio naquele espaço e no coração dos pão-de-açucarenses. Somente em 2004,
na segunda gestão do prefeito Jorge Dantas, foi o construída a Praça do
Sesquicentenário.
Pouco
antes da sua demolição, em novembro de 1986, serviu de abrigo a muitas Seções
Eleitorais naquela eleição para Governador e Senador /Deputados à Assembleia
Nacional Constituinte, que elaborou a Carta Constitucional de 1888.
A
escola, enquanto Instituição de ensino, atualmente denominada Escola Estadual
Bráulio Cavalcante, funciona em outro prédio construído pelo Estado, dotado de um
ginásio de esportes, na Alameda da Esperança.
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FORMATURA DO CURSO PRIMÁRIO NO G.
E. BRÁULIO CAVALCANTE, 1967. Da esquerda para a direita, a partir da primeira
fila: Dona Lourdes (Professora, esposa do Sr. Joaquim do Vale), João Pedro
Almeida de Carvalho, Alcir dos Anjos, José Saulo Ávila dos Santos, Manoel
Gonzaga (“Seu Mané”, filho do carteiro Geraldo Gonzaga), Augusto dos Anjos
Barbosa (Duta de Sinhô Barbosa), Manoel (filho de Bonfim, que vendia confecções),
Jorge Silva Dantas ( atual Prefeito de Pão de Açúcar), Aécia Campos, Vilma
Campos, Washington Galvão, Humberto Melo Mendonça ( Beto de Vavá Mendonça), Leôncio
( ao lado de Washington), São os colegas de formatura do Grupo Escolar Bráulio
Cavalcante, turma de 1967, que ainda recordo. Foto: Érico Abreu.
____
NOTA:
Caro leitor,
Deste Blog, que tem como
tema “HISTÓRIA E LITERATURA”, constam artigos repletos de informações
históricas relevantes. Essas postagens são o resultado de muita pesquisa, em
geral com farta documentação e dotadas da competente referência bibliográfica.
Por esta razão, solicitamos que, caso sejam do seu interesse para utilização em
qualquer trabalho, que delas faça uso tirando o maior proveito possível, mas
fazendo também o necessário registro de autoria e a citação das referências.
Isso é correto e justo.
[i] Manoel
Balthazar Pereira Diégues Júnior (1852-1922).
[ii]
Revista de Ensino, Ano I, nº 3 – Maio e Junho de 1927.
[iii]
Segundo Lauro Marques em Diário de Pernambuco, 16 de setembro de 1934.
[iv] Fonte:
Revista do Arquivo Público de Alagoas, Vol. nº 2.
[v][v]
MENDONÇA, Aldemar de. PÃO DE AÇÚCAR, HISTÓRIA E EFEMÉRIDES.
[vi]
Affonso de Carvalho. Interventor Federal de 10 de janeiro de 1933 a 2 de março
de 1934. Nasceu no Rio de Janeiro em 18/10/1897 e ali faleceu em 15/06/1953). Interventor federal, deputado
federal, teatrólogo, militar. Filho de Antônio Afonso de Carvalho e Sebastiana
Sales de Carvalho.
[vii]
O Sr. Luiz Gonzaga Sobrinho nasceu a 14 de fevereiro de 1886 e faleceu a 11de
março de 1961. Era filho de Pedro Campos e Maria José Machado Campos. Em 1916,
foi Juiz Distrital no Distrito da Cidade. Em 1926, casa-se com Laureta Etelvina
de Brito Lisboa (após casamento: Laureta Lisboa Campos; faleceu no Recife aos
81 anos no dia 11 de abril de 1983, filha de Firmino Martins Lisboa Filho e
Maria Francisca Brito Lisboa).
[viii]
Luiz Magalhães da Silveira (22/10/1869 – 05/03/1050), Filho de Luiz José da
Silveira e Henriqueta Francisca de Souza Magalhães.
[ix]
Dr. Arnaldo Lellis da Silva (1901-1981), filho de Camilo Lellis da Silva e
Maria Dias da Silva. Casou-se em Traipu-AL com a Srª Marly Houly. Nomeado em 30
de maio de 1933 para o cargo de Promotor Público de Pão de Açúcar. Fonte:
Gazeta de Alagoas, 31 de maio de 1933. Era irmão do famoso Major Bonifácio da
Silveira e de Faustino Magalhães da Silveira (pai de Nise da Silveira).
[x]
Dr. Onélio de Carvalho. Médico pediatra formado na Faculdade do Rio de Janeiro,
em 1927. Era também produtor de cana-de-açúcar. Nasceu em Coruripe em 16 de
agosto de 1902. Filho do Cap. José Higino de Carvalho Linhares e Silvéria
Pureza de Carvalho. Casado com Jumelice Coutinho de Carvalho.
[xi]
Ernesto Soares Vieira. Filho de Inocêncio Soares Vieira e de Maria Anicácia
Vieira. Foi casado com Georgina Cardoso e Belarmina Pastor de Oliveira; avô do
Eng. Agrônomo Afrânio Jorge Vieira, presidente do IAPREV. Membro e presidente
da Junta Escolar do Município de Pão de Açúcar, foi exonerado em 25 de setembro
de 1935, sendo substituído pelo Promotor Público Dr. Arnaldo Lelis da Silva.
Fonte: Gazeta de Alagoas, 26 de setembro de 1935.
[xii]
Oraida Campos de Paula. Nascida em Propriá-SE em 1915, faleceu em Maceió em 20
de julho de 1965. Casada com Vicente de Paula Filho.
[xiii]
José Rodrigues Casado. Esposo de Maria Alves Rodrigues Casado (pai de “Muga” -
Samuel Rodrigues Casado e de dona Marlene Rodrigues Casado.








Belíssimo trabalho. Uma contribuição enorme para a educação do nosso município, para a cultura e para a história. Parabéns!
ResponderExcluirComo se diz: recordar é viver. Lembro-me daquele onipotente edifício. Suas paredes reforçadas, ao estilo antigo de construção. Destacava-se também por ficar situado no início da avenida principal da cidade, batizada com o mesmo nome - Braulio Cavalcanti. O artigo trás pormenores que enriquecem mais ainda a biografia de nossa querida terra Natal. Parabéns, Etevaldo e colaboradores pela excelente matéria
ResponderExcluirPaAbens Etevaldo sua narrativa está maravilhosa. Estudei no Braulio e ainda tenho recordações que me emocionam muito. Grande abraço.
ResponderExcluirA professora Maria de Lourdes Machado de Carvalho foi professora do Bráulio na kes
ResponderExcluirExcelente riqueza de fontes e detalhes. Como é bela a luta pela educação no nosso país! Devemos sempre valorizá-la.
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