sábado, janeiro 24

ESCOLAS E SEUS PATRONOS – U. M. E. LINDAURO COSTA

Por Etevaldo Amorim

 

A Unidade Municipal de Ensino Lindauro Costa, em Limoeiro.


A Unidade Municipal de Ensino Lindauro Costa está localizada na Vila Limoeiro, município de Pão de Açúcar. Seu Ato de criação foi a Lei nº 409 de 26 de fevereiro de 1971.

Em 1974, desmembrada da Escola Isolada de Alecrim (estadual), a escola passou a ter a denominação de U. M. E de Alecrim, funcionando com uma turma de 1ª série.

Segundo dados do seu Projeto Político-pedagógico, nos anos seguintes houve variações na oferta: em 1975 funcionou com 1ª a 4ª séries; em 1976 com 1ª e 2ª séries; em 1977 com 1ª a 3ª séries; e entre 1978 e 1981 a escola permaneceu paralisada.

Em 1982, retornou com a 1ª série, mantendo-se assim até 1988. Entre 1989 e 1991 funcionou com Cartilha, 1ª e 2ª séries; de 1992 a 1994 voltou a oferecer a 3ª série; em 1995 e 1996 não houve Cartilha; em 1997 a 3ª série foi suspensa e a Cartilha retomada; em 1998 houve o retorno da 3ª série; e em 2000 iniciou-se a oferta da 4ª série. 

No ano de 2001 teve início a Educação de Jovens e Adultos (EJA), representando um avanço significativo na abrangência da escola.

Funcionou, por muitos anos, em prédios alugados pela prefeitura municipal e, em alguns períodos, ainda utilizava espaços da escola estadual. Somente a partir de 2000 passou a funcionar com turmas completas do 1º ao 4º ano do ensino fundamental, durante a gestão do prefeito Jorge da Silva Dantas, em atendimento à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) nº 9.394/96, que atribuiu aos municípios a responsabilidade prioritária pelo ensino infantil e fundamental.

Durante todo esse tempo, a Unidade Municipal de Ensino Lindauro Costa contou com os esforços dos seus servidores, do seu corpo docente e com a dedicação de várias diretoras que, contribuíram para seu desenvolvimento, entre elas: Erivan Feitosa Andrade, Antônia Nícia Dantas, Amanda Maria Feitosa Andrade dos Santos, Wilima da Silva Ferreira Soares e, atualmente, a gestora Lucimar Dantas da Silva.

Segundo informação da Diretora Lucimar Dantas, foi na segunda gestão do prefeito Antônio Carlos Lima Rezende (Cacalo) que foi construído o seu prédio próprio. Em 31 de dezembro de 2008, ele entregou a chave da escola à comunidade, praticamente pronta para uso, restando concluir duas salas de aula. O seu sucessor, prefeito Jasson Silva Gonçalves, a inaugurou oficialmente em 24 de janeiro do ano seguinte.

Na terceira gestão do Prefeito Jorge Dantas, a Unidade recebeu reforma e ampliação, que foram inauguradas no dia 13 de novembro de 2015. Por fim, em janeiro do ano passado recebeu ações de modernização, com ambientes climatizados e melhores condições de ensino.

Contando atualmente com oito professoras, funcionou em 2025 com 106 alunos, com Série/Ano: Creche, Pré I, Pré II e1º ao 5º. Etapas de Ensino/Modalidade/Integral: Educação Infantil (tempo integral) /Ensino Fundamental I. Turno de Funcionamento: Matutino e Vespertino.


Placa da inauguração do prédio em 24 de janeiro de 2009.


Placa da Reforma e Ampliação em 13 de novembro de 2015.




Placa comemorativa da modernização em 2025.

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O PATRONO

 

O Sr. Lindauro Costa

Lindauro Costa. Filho de Antônio Luiz da Silva (conhecido por Antônio de Severo) e Maria Custódia da Silva (conhecida por Cabôca). Seu avô paterno era Severiano José da Costa (conhecido por "Severo", daí ser seu pai chamado de Antônio de Severo ou simplesmente "Antônio Severo") e de Maria Madalena dos Prazeres.

Nasceu em Limoeiro, município de Pão de Açúcar no dia 13 de novembro de 1915.

Casou-se com a Srª Salvelina Vieira Melo (dona Nêga), em Propriá (SE), no dia 4 de janeiro de 1940. Tiveram os filhos: Luiz Costa, Lindalvo Silva Costa e Sinval de Melo Costa.

Faleceu em Maceió no dia 9 de fevereiro de 2003 e foi sepultado em Limoeiro no dia 10 de fevereiro de 2003.

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Lindauro Costa foi eleito Vereador entre a década de 1960 e 1970, não podendo assumir o cargo em virtude de ser funcionário público (Agente Postal dos Correios) (a legislação da época não permitia).

Foi, por muitos anos, responsável pela agência dos Correios em Limoeiro (Alecrim) até 1970, quando a agência fechou, passando a ser lotado na agência de Belo Monte.

Militante político de esquerda, ligado ao Partido Comunista do Brasil (sigla PCB) chegou a ser preso (em 24 de maio de 1964) e processado durante o período da ditadura militar.

Foi membro do Diretório Estadual do PMDB (sucessor do MDB – Movimento Democrático Brasileiro) e um dos fundadores do PMDB em Pão de Açúcar, em 1980.

Em 1982, foi candidato a Vice-Prefeito em Chapa encabeçada por Gérson Serafim dos Mártires (na outra sub-legenda a Chapa era Etevaldo Amorim e Afonso Soares Pinto).

Com a legalização do Partido Comunista do Brasil – PCdoB, em 1985, a ele se filiou  sem mais pertencer a um outro partido.

A Vila Alecrim (Limoeiro) sempre teve em Lindauro Costa um defensor intransigente, fazendo-se seu representante e propugnador das suas maiores causas.

 

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NOTA:

Caro leitor,

Deste Blog, que tem como tema “HISTÓRIA E LITERATURA”, constam artigos repletos de informações históricas relevantes. Essas postagens são o resultado de muita pesquisa, em geral com farta documentação e dotadas da competente referência bibliográfica. Por esta razão, solicitamos que, caso sejam do seu interesse para utilização em qualquer trabalho, que delas faça uso tirando o maior proveito possível, mas fazendo também o necessário registro de autoria e a citação das referências. Isso é correto e justo.

  

Um comentário:

  1. Ótima lembrança e homenagem póstuma deste blog à pessoa de Lindauro Costa. Mais um conterrâneo e ideologista sociopolítico que tem sua memória rresgatada

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A POESIA DE PÃO DE AÇÚCAR



PÃO DE AÇÚCAR


Marcus Vinícius*


Meu mundo bom

De mandacarus

E Xique-xiques;

Minha distante carícia

Onde o São Francisco

Provoca sempre

Uma mensagem de saudade.


Jaciobá,

De Manoel Rego, a exponência;

De Bráulio Cavalcante, o mártir;

De Nezinho (o Cego), a música.


Jaciobá,

Da poesia romântica

De Vinícius Ligianus;

Da parnasiana de Bem Gum.


Jaciobá,

Das regências dos maestros

Abílio e Nozinho.


Pão de Açúcar,

Vejo o exagero do violão

De Adail Simas;

Vejo acordes tão belos

De Paulo Alves e Zequinha.

O cavaquinho harmonioso

De João de Santa,

Que beleza!

O pandeiro inquieto

De Zé Negão

Naquele rítmo de extasiar;

Saudade infinita

De Agobar Feitosa

(não é bom lembrar...)


Pão de Açúcar

Dos emigrantes

Roberto Alvim,

Eraldo Lacet,

Zé Amaral...

Verdadeiros jaciobenses.

E mais:

As peixadas de Evenus Luz,

Aquele que tem a “estrela”

Sem conhecê-la.


Pão de Açúcar

Dos que saíram:

Zaluar Santana,

Américo Castro,

Darras Nóia,

Manoel Passinha.


Pão de Açúcar

Dos que ficaram:

Luizinho Machado

(a educação personificada)

E João Lisboa

(do Cristo Redentor)

A grandiosa jóia.


Pão de Açúcar,

Meu mundo distante

De Cáctus

E águas santas.

______________

Marcus Vinícius Maciel Mendonça(Ícaro)

(*) Pão de Açúcar(AL), 14.02.1937

(+) Maceió (AL), 07.05.1976

Publicado no livro: Pão de Açúcar, cem anos de poesia.


*****


PÃO DE AÇÚCAR


Dorme, cidade branca, silenciosa e triste.

Dum balcão de janela eu velo o seu dormir.

Nas tuas ermas ruas somente o pó existe,

O pó que o vendaval deixou no chão cair.


Dorme, cidade branca, do céu a lua assiste

O teu profundo sono num divino sorrir.

Só de silêncio e sonhos o teu viver consiste,

Sob um manto de estrelas trêmulas a luzir.


Assim, amortecida, tú guardas teus mistérios.

Teus jardins se parecem com vastos cemitérios

Por onde as brisas passam em brando sussurrar.


Aqui e ali tu tens um alto campanário,

Que dá maior relevo ao pálido cenário

Do teu calmo dormir em noite de luar.

____

Ben Gum, pseudônimo de José Mendes

Guimarães - Zequinha Guimarães.






PUBLICAÇÕES

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Pão de Açúcar, Cem Anos de Poesia