sábado, agosto 10
DIA DOS PAIS
sábado, agosto 3
POEMAS
sábado, julho 20
SANTOS DUMONT
O Demoiselle em pleno vôo. Revista Illustração Brasileira, RJ, 15.10.1909.
terça-feira, junho 18
MEU ENCONTRO COM...
quinta-feira, junho 13
PENSAR EM TI
sábado, junho 8
SONETO DO AMOR PERDIDO
Tanto tempo esperei falar-te, e agora
Que estás aqui não sei o que dizer-te.
Era tão grande o medo de perder-te,
Que te fui perdendo pela vida afora.
O tempo que cuidou de aproximar
Nossos caminhos, de igual modo fez,
Como num sonho, o encanto se quebrar.
E assim fazendo te perdi de vez.
E agora, ao fim de tanto tempo,
Vejo, do alto do meu desalento,
Que a todo tempo te busquei a esmo.
Tanto te amava e tanto de queria,
Tanto te achava e tanto te perdia,
Que não te vi morrer em mim mesmo.
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¹ É advogado. Nascido em Pão de Açúcar-AL a 6 de março de 1954.
domingo, maio 26
DIVINA MENTIRA
Pobrezinha da mãe que teve um filho poeta
E o viu cedo partir para as bandas do mar,
Nunca mais que ele volte à mansão predileta,
Nunca mais que ela deixe, um dia, de chorar!…
É como a água de um lago, inteiramente quieta,
A alma de toda mãe que vive a meditar:
— O mais leve sussurro é-lhe um toque de seta,
— A mais leve impressão basta para a assustar!…
Eu, por sabê-la assim, quando lhe escrevo, digo:
“— Minha querida mãe, não se aflija comigo.
E eu vou passando bem… Jesus vela por mim…”
É que assim ela, a humana expressão da bondade,
Contente por saber que vou sem novidade,
Jamais há de pensar que eu vá mentir-lhe assim!…
¹ Pseudônimo de Agnelo Rodrigues de Melo, poeta e Jornalista brasileiro. Nasceu em Lagoa da Canoa, Alagoas em 15 de setembro de 1901. Viveu em Maceió, mudou-se aos 23 anos para o Rio de Janeiro e depois para São Paulo onde ganhou projeção internacional e veio a falecer em 1979. Publicou 15 livros de poesias, uma novela e cinco de poesias infantis. Parte de sua obra poética traduzida para vários idiomas (francês, inglês, alemão, espanhol, italiano, húngaro, árabe, checo e lituano). Com toda essa bagagem é quase um desconhecido em sua terra.
A POESIA DE PÃO DE AÇÚCAR
PÃO DE AÇÚCAR
Marcus Vinícius*
Meu mundo bom
De mandacarus
E Xique-xiques;
Minha distante carícia
Onde o São Francisco
Provoca sempre
Uma mensagem de saudade.
Jaciobá,
De Manoel Rego, a exponência;
De Bráulio Cavalcante, o mártir;
De Nezinho (o Cego), a música.
Jaciobá,
Da poesia romântica
De Vinícius Ligianus;
Da parnasiana de Bem Gum.
Jaciobá,
Das regências dos maestros
Abílio e Nozinho.
Pão de Açúcar,
Vejo o exagero do violão
De Adail Simas;
Vejo acordes tão belos
De Paulo Alves e Zequinha.
O cavaquinho harmonioso
De João de Santa,
Que beleza!
O pandeiro inquieto
De Zé Negão
Naquele rítmo de extasiar;
Saudade infinita
De Agobar Feitosa
(não é bom lembrar...)
Pão de Açúcar
Dos emigrantes
Roberto Alvim,
Eraldo Lacet,
Zé Amaral...
Verdadeiros jaciobenses.
E mais:
As peixadas de Evenus Luz,
Aquele que tem a “estrela”
Sem conhecê-la.
Pão de Açúcar
Dos que saíram:
Zaluar Santana,
Américo Castro,
Darras Nóia,
Manoel Passinha.
Pão de Açúcar
Dos que ficaram:
Luizinho Machado
(a educação personificada)
E João Lisboa
(do Cristo Redentor)
A grandiosa jóia.
Pão de Açúcar,
Meu mundo distante
De Cáctus
E águas santas.
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Marcus Vinícius Maciel Mendonça(Ícaro)
(*) Pão de Açúcar(AL), 14.02.1937
(+) Maceió (AL), 07.05.1976
Publicado no livro: Pão de Açúcar, cem anos de poesia.
*****
PÃO DE AÇÚCAR
Dorme, cidade branca, silenciosa e triste.
Dum balcão de janela eu velo o seu dormir.
Nas tuas ermas ruas somente o pó existe,
O pó que o vendaval deixou no chão cair.
Dorme, cidade branca, do céu a lua assiste
O teu profundo sono num divino sorrir.
Só de silêncio e sonhos o teu viver consiste,
Sob um manto de estrelas trêmulas a luzir.
Assim, amortecida, tú guardas teus mistérios.
Teus jardins se parecem com vastos cemitérios
Por onde as brisas passam em brando sussurrar.
Aqui e ali tu tens um alto campanário,
Que dá maior relevo ao pálido cenário
Do teu calmo dormir em noite de luar.
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Ben Gum, pseudônimo de José Mendes
Guimarães - Zequinha Guimarães.
PUBLICAÇÕES
Pão de Açúcar, Cem Anos de Poesia
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