sexta-feira, maio 29

ESCOLAS E SEUS PATRONOS - U.M.E MINISTRO AUGUSTO DE FREITAS MACHADO

 

Por Etevaldo Amorim

 

A U. M. E Ministro Augusto de Freitas Machado

A Unidade Municipal de Ensino Ministro Augusto de Freitas Machado, foi inaugurada no dia 28 de fevereiro de 1988, onde funcionavam as turmas de Ensino Fundamental de 8 anos, sendo 5ª série a 8ª série.

 

No ano de 2003, o prédio foi cedido a Secretaria de Educação do Estado de Alagoas, servindo como extensão da Escola Estadual Pe. José Soares Pinto, atuando até meados de 2006, ficando desativada no mesmo ano.

 

Após uma reforma, a unidade foi reativada em 2 de junho de 2011, retomando suas atividades escolares, atendendo às comunidades circunvizinhas: Ipueura de Baixo, Ipueira de Cima, Umburana D´água, Fazenda Velha, Quibanzê, Meirus, Rua Nova, Assentamentos Bezerra e Bom Conselho e da própria comunidade.

 

Em 2021, na Administração do prefeito Jorge Dantas, a escola passou por nova reforma, oferecendo melhores condições de trabalho para o Corpo Docente e demais servidores, bem como de aprendizagem para os seus alunos.

 

Placa da inauguração da reforma realizada em 2021.

Atualmente a escola funciona com 4 turmas no turno matutino e 5 turmas no turno vespertino, com 273 alunos matriculados, prestando assistência no Ensino Fundamental de 9 anos, Ensino Regular 7º ao 9º ano, funcionando com alunos devidamente matriculados e cadastrados no censo.

 

A Escola oferta Educação Regular Ensino Fundamental II, isto é, o ensino gradativamente, contando neste ano letivo de 2026 com 3 (três) turmas de 7º Ano, 3 (três) turmas de 8º Ano e 3 (três) turmas de 9º Ano, 9 turmas no total, sendo 273 alunos no total.

 

A Unidade de Ensino possui 18 professores e 21 servidores de apoio. A Equipe Gestora, sob a Direção da professora Jany Carla da Cruz Silva, tem ainda a Coordenação de Maycon Douglas Carvalho Ramos e a Articuladora: Nathalia Hanna da Silva Mello.

 

Fonte: Projeto Político Pedagógico da U.M.E. Ministro Augusto de Freitas Machado

 

 

O PATRONO.


O Sr. Augusto de Freitas Machado.


O patrono da Escola é o Sr. Augusto de Freitas Machado.


Filho do Cel. Manoel Antônio Machado e de Rosa Maria Leite Sampaio, nasceu em Pão de Açúcar no dia 6 de janeiro de 1895 e foi batizado na matriz do Sagrado Coração de Jesus no dia 10 de março de 1895.


Cumprido o aprendizado das primeiras letras em sua terra natal, foi para o Recife, onde ingressou no Colégio Salesiano, ali permanecendo de 1908 a 1910. Com ele estavam o irmão Luiz e os primos Antônio de Freitas Machado e Júlio de Freitas Machado.


Em 17 de junho de 1915, já em Maceió trabalhando como Auxiliar do Comércio, casou-se com a Srtª Guiomar Lessa Pinheiro, com quem teve os filhos: Neuza, Hélio, Helena, Humberto, Nise, Marisa, Augusto e Manoel Antônio.


Foi prefeito de Pão de Açúcar nos períodos: 09/06/1932 a 14/09/1934; 18/06/1941 a 17/01/1947; 31/01/1966 a 30/01/1970; 01/02/1973 a 31/01/1977. Ao todo, foram 5.786 dias à frente da Administração do Município Essa marca histórica só veio a ser superada recentemente pelo atual prefeito Jorge Silva Dantas.


 

Seu Augusto exerceu também alguns mandatos como deputado estadual. Eis os pleitos e legislaturas de que participou:


Nas Eleições de 1947, candidato pelo PSD – Partido Social Democrático, obteve 896 votos, sendo eleito para a Legislatura 1947-1951.


Em 1950, novamente candidato pelo PST – Partido Social Trabalhista, obteve 1.881 votos, sendo eleito para a Legislatura 1951-1955.


Em 1954, ainda pelo PSD, conseguiu 1.572 votos, sendo eleito para a Legislatura 1955-1959.


Nas Eleições de 1958, concorrendo pela coligação Frente Democrática Trabalhista: PSD-PTB-PRP, tendo 1.116 sufrágios, ficou como Suplente na Legislatura 1959-1963.


Por último, nas Eleições de 1962, concorreu pelo PSD e obteve 415 votos, ficando na Suplência para a Legislatura 1963-1967.



Augusto de Freitas Machado foi nomeado Membro do Conselho de Finanças no dia 30 de novembro de 1960, por Ato do Governador Sebastião Marinho Muniz Falcão, tendo sua publicação no Diário de 1º de dezembro de 1960, em vacância do cargo de Otacílio Silveira Cavalcanti.


Nessa época, os membros da Comissão de Finanças (atual Tribunal de Contas Estadual) tinham a denominação de “Ministro”. Com a promulgação da Constituição Estadual, em 5 de outubro de 1989, obedecendo aos preceitos da Constituição Federal de 1988, eles passaram a ser chamados de Conselheiros, reservando-se a antiga nomenclatura apenas para os membros do Tribunal de Contas da União (TCU).


Aposentou-se por Ato do mesmo governador do Estado em 14 de dezembro de 1960 (publicado em 15/12/1960).


Faleceu em Maceió no dia 19 de janeiro de 1987.


É patrono da Cadeira nº 32 da ALEPA -Academia de Letras de Pão de Açúcar.

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Nossos agradecimentos a Marisa Lira, do Tribunal de Contas Estadual, pelas informações prestadas; bem como à diretora Jany Carla.

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NOTA

Caro leitor,

Deste Blog, que tem como tema “HISTÓRIA E LITERATURA”, constam artigos repletos de informações históricas relevantes. Essas postagens são o resultado de muita pesquisa, em geral com farta documentação e dotadas da competente referência bibliográfica. Por esta razão, solicitamos que, caso sejam do seu interesse para utilização em qualquer trabalho, que delas faça uso tirando o maior proveito possível, mas fazendo também o necessário registro de autoria e a citação das referências. Isso é correto e justo.

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A POESIA DE PÃO DE AÇÚCAR



PÃO DE AÇÚCAR


Marcus Vinícius*


Meu mundo bom

De mandacarus

E Xique-xiques;

Minha distante carícia

Onde o São Francisco

Provoca sempre

Uma mensagem de saudade.


Jaciobá,

De Manoel Rego, a exponência;

De Bráulio Cavalcante, o mártir;

De Nezinho (o Cego), a música.


Jaciobá,

Da poesia romântica

De Vinícius Ligianus;

Da parnasiana de Bem Gum.


Jaciobá,

Das regências dos maestros

Abílio e Nozinho.


Pão de Açúcar,

Vejo o exagero do violão

De Adail Simas;

Vejo acordes tão belos

De Paulo Alves e Zequinha.

O cavaquinho harmonioso

De João de Santa,

Que beleza!

O pandeiro inquieto

De Zé Negão

Naquele rítmo de extasiar;

Saudade infinita

De Agobar Feitosa

(não é bom lembrar...)


Pão de Açúcar

Dos emigrantes

Roberto Alvim,

Eraldo Lacet,

Zé Amaral...

Verdadeiros jaciobenses.

E mais:

As peixadas de Evenus Luz,

Aquele que tem a “estrela”

Sem conhecê-la.


Pão de Açúcar

Dos que saíram:

Zaluar Santana,

Américo Castro,

Darras Nóia,

Manoel Passinha.


Pão de Açúcar

Dos que ficaram:

Luizinho Machado

(a educação personificada)

E João Lisboa

(do Cristo Redentor)

A grandiosa jóia.


Pão de Açúcar,

Meu mundo distante

De Cáctus

E águas santas.

______________

Marcus Vinícius Maciel Mendonça(Ícaro)

(*) Pão de Açúcar(AL), 14.02.1937

(+) Maceió (AL), 07.05.1976

Publicado no livro: Pão de Açúcar, cem anos de poesia.


*****


PÃO DE AÇÚCAR


Dorme, cidade branca, silenciosa e triste.

Dum balcão de janela eu velo o seu dormir.

Nas tuas ermas ruas somente o pó existe,

O pó que o vendaval deixou no chão cair.


Dorme, cidade branca, do céu a lua assiste

O teu profundo sono num divino sorrir.

Só de silêncio e sonhos o teu viver consiste,

Sob um manto de estrelas trêmulas a luzir.


Assim, amortecida, tú guardas teus mistérios.

Teus jardins se parecem com vastos cemitérios

Por onde as brisas passam em brando sussurrar.


Aqui e ali tu tens um alto campanário,

Que dá maior relevo ao pálido cenário

Do teu calmo dormir em noite de luar.

____

Ben Gum, pseudônimo de José Mendes

Guimarães - Zequinha Guimarães.






PUBLICAÇÕES

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Pão de Açúcar, Cem Anos de Poesia